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terça-feira, 2 de outubro de 2012

O Paraíso de San Andres



O paraíso na terra tem endereço certo fica a noroeste da Colômbia, localizado na região denominada “Gran Caribe” e você percorre 35 km para dar uma volta completa pela orla de toda a isla e aproximadamente 13 km de um lado a outro, em termos de “largura”, ou travessia pelo interior da isla. Fica a 2 horas de vôo de Bogotá.  O idioma falado é o espanhol, mas entre os nativos predomina o “creollo”, uma mistura de inglês com francês. O clima é de 27 graus o ano todo, com muito sol, alternando com chuvas em alguns meses do que seria o "inverno". A isla de San Andres é um ecossistema preservado e está tombada como Patrimônio Natural pela Unesco. Hoje em dia a San Andres tem aproximadamente 70 mil habitantes, o que torna a ilha populosa, se for contar o número de turistas que quase triplicam na alta temporada. O melhor mesmo é visitar a isla na baixa temporada onde você foge das filas para passeios, restaurantes e lojas.



Com um aeroporto internacional com capacidade para receber aeronaves de grande porte, a isla vem crescendo muito em termos de visitação o que deverá ser controlado em breve, pois não tem como receber esta quantidade enorme de visitantes em um espaço tão pequeno e com uma natureza tão bonita e preservada.
O que mais chama atenção na Isla é justamente a possibilidade de ficar em hotéis e pousadas em pleno centro urbano e aproveitar as praias caribenhas sem poluição, tudo é muito próximo, mar de sete cores, mar para banho, passeios, compras, hotéis e restaurantes. E para encantar mais  ainda, tem o povo de San Andres que é muito hospitaleiro, chega a se tornar “cativante”. Além de ser um povo muito bonito, pois mescla a raça negra com os povos indígenas da América Central, formando mulheres e homens com a face de “bonecas de porcelana” de cor marrom. Simplesmente lindos!

Com relação aos passeios, os empreendedores da ilha oferecem muitas modalidades entre elas: mergulho com cilindro, barcos envidraçados que permitem ver peixes e corais sem nem mesmo se molhar, passando por mergulhos com snorkel (ou caretas, como dizem os colombianos). O snorkelling pode ser praticado na maioria das praias de San Andrés e também nas ilhas vizinhas, basta comprar o equipamento nas inúmeras lojas centrais. Um dos passeios mais procurados é o da pequena ilha de Johnny Cay. A apenas dez minutos de barco de San Andrés, está uma das praias mais lindas do arquipélago, com mar azul, areias brancas e coqueiros. Johnny Cay é um parque de 45 mil metros quadrados. Suas águas são ótimas para quem quer observar peixes e corais. Para entrar, é preciso pagar o equivalente a R$ 6,00. Há pequenas barracas que vendem comida e alugam espreguiçadeiras. A ilha é lindíssima, de preferência vá bem cedo para lá, assim você evita encontrar inúmeros banhistas na ilha.



Outro paraíso para o mergulho de snorkel é o passeio para a ilha de Acuario ou Rose Cay. Vale comprar antes uma máquina fotográfica à prova d'água, pois uma máquina normal não tem como registrar toda a beleza que você irá desfrutar nesta ilha. Alguns barcos param antes da ilha para você ter a oportunidade de pegar na mão uma arraia gigante, super tranqüila, uma emoção imperdível. A dica também é ir muito cedo, pois nos horários normais é praticamente impossível pisar na ilha, pela quantidade de pessoas que os barcos despejam lá. Vale a pena ir sim, pela paisagem exuberante. Ao lado de Acuario, há uma segunda ilha, Haynes Cay, onde se pode chegar atravessando um trecho com água pelo joelho. Lá também é possível nadar acompanhando cardumes de peixes grandes e pequenos. Para quem não tem muito tempo, vale uma volta na ilha, onde se observa cardumes de peixes e iguanas coloridas.  O passeio de barco custa aproximadamente 20 reais por pessoa.



Tem como alugar um carro de golfe ou jeep e circular pela ilha passeando pelas melhores praias menos visitadas. Não aconselho ir de carro de golfe, além de ser muito lento, alguns são velhos e o tempo de fazer o percurso poderá ser o dobro de um carro normal, como um jeep, pois são aproximadamente 35 km para circular por toda a ilha. Na minha opinião, a praia de San Luis é a mais bonita da Isla, sem dúvida, tendo coqueiros, boa extensão de areia e ondas enormes que dá para praticar o famoso “jacaré” nas ondas. Mas também vale uma visita na praia de Cocoplum e Sound Bay, que estão entre as mais lindas de San Andres.



A vida noturna é bem interessante, praticamente todos os dias tem festa na isla. A música caribenha – salsa, merengue, calypso, reggae, zouk, reguetón – pode ser desfrutada nos diversos lugares noturnos da ilha. Basta perguntar a um morador que ele indicará onde rola a festa do dia ou melhor, da noite. Alguns resorts possuem boate que é aberta ao público, o que acaba misturando turistas e nativos da isla, dando um tempero muito legal à festa. Em alguns barzinhos é possível ver conjuntos musicais caribenhos autênticos com música cantada no “creollo”, o que dá um sabor diferente não somente pelos instrumentos musicais originais, como também pelos músicos que são todos da terra.



Para aqueles que curtem mergulho, existe a possibilidade de fazer um passeio subaquático com escafandro em um lugar chamado West View. Os aquanautas descem em torno de 8 metros no fundo do mar e vislumbram inúmeros cardumes de peixes, o passeio dura aproximadamente 30 minutos. Mas cuidado, este tipo de mergulho, por mais incrível que isso possa parecer, tem que saber respirar corretamente, pois, caso contrário, poderá faltar oxigênio antes do tempo.

Passeando pelo interior da isla um dos atrativos é a Lagoa Big Pond, de pequenas dimensões, localizada bem no meio da isla. Mas o grande atrativo deste local não são os filhotes de jacaré que circulam na beira da lagoa e nem os micro filhotes que os guias teimam em colocar na sua mão para as fotos, assim como filhotes de tartaruga. O grande atrativo deste local são os próprios guias. Encontramos um que falava um inglês um tanto “mesclado”, mas que era bem “compreensível”. O interessante era ouvir os relatos do guia que teimava em contar histórias de jacarés de 2 metros que circulam no pequeno lago, o que chegava a soar como surreal, causando estranheza aos turistas, uma vez que é praticamente impossível que um jacaré sobrevivesse em um ambiente tão pequeno.



Compras, ah, as compras. Tem lojas super elegantes que vendem jóias cravadas de esmeraldas, passando por roupas de grife, cosméticos, tênis, perfumes e bebidas alcoólicas a preços atrativos. O que vale comprar na isla são os perfumes e bebidas.

A isla tem um clima muito especial, o Bob Marley é adorado por todos e volta e meia se encontra uma bandeira desse ídolo jamaicano em bares e ruas da isla. Tem lojinhas especializadas em Bob Marley com discos, camisetas e souvenirs. Mas o que realmente encanta em San Andres é o mar, de sete cores em várias tonalidades de azul. O verde e o branco das ondas é um contraste, nunca vi o mar ser mais lindo que o céu. Simplesmente um paraíso na terra.



Se quiser visitar o paraíso, não precisa morrer primeiro, basta comprar uma passagem aérea para a Isla de San Andres.

By Vania Moletta.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Os 9 erros de um intercambista

1) Não ter um objetivo claro
Quem não tem um objetivo específico, nunca saberá se está indo pelo "caminho certo".

2) Não ter um planejamento detalhado
Independente do tempo que você ficará no exterior, é necessário planejamento, especialmente financeiro. Leia mais.

3) Não contratar uma agência especializada
Ao contratar o Grupo Casil, você terá apoio integral em tudo que precisar para seu intercâmbio. Com equipe especializada, não há dúvidas de que o serviço será de qualidade, com atenção personalizada para cada intercambista.

4) Não estudar informações sobre o país de destino
Dificilmente esse tipo de erro acontece, pois é espontâneo pesquisar sobre aquilo que nos chama atenção. Comidas típicas, cultura local, pontos turísticos, curiosidades, religião... Não é preciso saber tudo sobre tudo, mas é sempre legal ter uma base de conhecimento sobre onde você viverá por determinado tempo.

5) Viajar sem seguro saúde
Viajar sem um seguro saúde, confiando apenas na boa sorte, é absurdo. Normalmente, o seguro saúde vem incluído nos pacotes de intercâmbio. Leia mais.

6) Levar todo o dinheiro em espécie
O ideal é levar 80% do seu dinheiro através do Visa Travel Money e 20% em espécie para as primeiras despesas.

7) Não controlar os gastos/despesas
Apesar de no exterior ser muito mais fácil e barato adquirir todos aqueles eletrônicos e roupas que sempre sonhamos, porém é preciso prever essas despesas com antecedência.

8) Perder o foco
Diretamente ligado com a necessidade de ter um objetivo claro, o objetivo não pode ser perdido. Se alcança-lo mais rápido do que o planejado, construa novos objetivos e assim por diante. Você voltará pro Brasil com mais sonhos realizados e uma bagagem cultural enorme.

9) Não estar aberto a uma nova cultura
"Fazer intercâmbio sem estar aberto a uma nova cultura é o mesmo que ir a uma festa emburrado", pois nada fará sentido e tudo não passará de uma chatice. Permita-se.

Créditos: x

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Vamos pra Irlanda, pra Malta, pra NZ e pro Canadá?

Não deixe de conferir os blogs das nossas conexões:
CONEXÃO IRLANDA
CONEXÃO MALTA
CONEXÃO NOVA ZELÂNDIA
CONEXÃO CANADÁ

Dormir em cadeira de aeroporto? Não mais!


Nada mais comum do que atrasos em grandes aeroportos, causados principalmente por fenômenos naturais. Para ocasiões como essa, que tal uma solução acessível tanto em distância, quanto em tranquilidade? Pois é, existe e tem até nome: sleepbox (isso mesmo, uma caixa para dormir).

Projetada em 2009 pelo escritório russo de arquitetura Arch Group, a caixa tende a ser um grande sucesso devido sua praticidade e baixo custo. A primeira unidade já foi instalada em Moscou, no aeroporto de Sheremetyevo, e você pode alugá-la por no mínimo 30 minutos. Dentro você encontra-rá duas camas, espaço para malas e tomadas para carregar notebook e celular.


Com uma dessas enquanto eu faço intercambio, até rezaria para meu voo atrasar só pela curiosidade de usa-lá alguns minutos... E você? Usaria? Se sentiria à vontade? Acha que a moda pega? Marca teu intercâmbio, quem sabe tu tenha a chance de cruzar com alguma futuramente!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Confira destinos incríveis para as férias!

Três meses é o tempo que falta para as tão esperadas férias de dezembro e janeiro. Para alguns pode parecer muito tempo; outros, certamente, já sabem que os dias passarão voando. A verdade é essa: quando menos esperarmos, já estaremos na véspera de natal, sem ter programado nada para as férias. Sendo assim, que tal se planejar desde agora? E, melhor ainda: por que não se planejar de um modo que você possa aumentar sua bagagem cultural e adquirir experiências incríveis? Confira abaixo algumas opções de destinos maravilhosos!

CANADÁ: educação de qualidade e muita diversão
Quer um lugar bacana para morar, estudar e passear? Então, prepare-se para conhecer o Canadá. Além de facilidade na entrada no país e lugares maravilhosos para visitar, o ensino é de qualidade e você poderá optar entre estudar francês ou inglês. Para mais informações sobre pacotes e promoções: Twitter - Conexão Canadá - Facebook.




MALTA: praias e locais históricos
Imagine diversidade e surpresas. Agora imagine tudo isso dentro de um dos menores países da Europa. Assim é malta: país pequeno, seguro, que valoriza a justiça e a liberdade, com belas praias, locais históricos e uma educação de qualidade. Para mais informações: Twitter - Conexão Malta - Facebook.





NOVA ZELÂNDIA: diversidade natural e esportes radicais 
Não há quem não se encante pela hospitalidade, pelo clima tropical e pelas belas paisagens da Nova Zelândia, características chaves desse país de primeiro mundo. Ao optar viajar para lá, no seu roteiro não faltará uma educação de qualidade e muita diversão com esportes radicais (as trilhas de mata fechada, o bungee jump e escalada em montanhas glaciais gigantes são alguns exemplos clássicos). Para mais informações sobre pacotes e promoções: Twitter - Conexão NZ - Facebook.


IRLANDA: a população mais jovem da Europa
Já pensou como seria incrível passar as férias estudando no país berço de grandes escritores e músicos, como James Joyce e U2? Sem contar que a Irlanda é um dos destinos mais baratos para estudar inglês na Europa! Para mais informações sobre pacotes e promoções: Twitter - Conexão Irlanda - Facebook.




Não vai perder, né? Entre em contato com o Grupo Casil o quanto antes para garantir as férias que você sempre sonhou!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Grupo Casil Intercâmbios no Facebook

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Morar no exterior: Vale a pena?

O empresário Abilio Diniz dá uma grande dica:




Não perca mais tempo!
Viva essa experiência. Faça um intercâmbio :)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Nossas impressões sobre Dubai – Emirados Árabes

Ficamos alguns dias em Dubai no retorno da Austrália, mas lá é outra história. Não é primeiro mundo, mas com certeza irá chegar daqui a alguns anos. Calorão de 48 graus (acredite!), uma cidade construída no meio do deserto, literalmente. Dentro do hotel é uma maravilha, 20/22 graus, por causa do ar condicionado. Mas quando coloca a cabeça para fora vem aquele bafão quente na cara. A cidade não tem poluição, mas tem uma espécie de neblina do calor que faz com que a visibilidade a olho nu não passe de 100 metros.

Fomos em duas praias, uma pública (Jumeirah,) ao lado do hotel mais famoso do mundo o Burj Al Arab, entrada franca, e uma outra privada (paga-se
 apenas em torno de 1,5 dólar para freqüentar) denominada Al Manzar Park. As praias simplesmente não são valorizadas em Dubai, porém tem que cuidar com as atitudes, nada de festa, principalmente na pública. Para nós brasileiros, que amamos sol e mar com certeza ficamos decepcionados com as praias de Dubai. Nas praias privadas, você encontra chuveiros quentes, vestiários, empregados para limpar o local, bar, sem falar nos coqueiros, cadeiras de praia, etc. A areia ferve, se colocar o pé sem chinelo é bolha na certa. A água do mar é bem quente. A água é salgada, com poucas ondas, parece uma grande piscina de azul turquesa. Mas com o dinheiro dos sheiks irão comprar tudo. Certamente estão estudando quais os peixes que irá resistirá a temperatura e vão importar ..Com o tempo as baleias irão ter filhotes em Dubai…tudo será um grande paraíso ecológico.. rsrsrsrs

Os horários são muito loucos. O comércio fecha à tarde (para rezar) e reabre à tardinha, indo até de madrugada, tudo aberto e as pessoas comprando e circulando. Trocamos moeda em uma casa de câmbio às 23h. Tem mesquita por tudo quanto é canto. Os caras rezam, no mínimo, 5 vezes por dia.
O transporte público é um caos, não dá conta. Mas eles começaram a construir o metrô, talvez desafogue um pouco. O táxi é muito barato (pq a gasolina é quase de graça), mas simplesmente não dão conta da demanda. Às vezes tem-se que esperar muito mais do que 1 hora para conseguir um táxi. Sem contar que o povo não é nada gentil nem educado, ficam brigando, literalmente, para conseguir pegar o táxi primeiro.

O bom é que não tem violência, nem assaltos e nem trombadinhas. Isso porque Dubai realmente é um parque de engenharia a céu aberto. Um paraíso para arquitetos e engenheiros. Tem emprego na construção civil para todo mundo. Mas assim, nota-se que 95% dos trabalhadores que circulam na cidade são de origem mulçumana. O que as pessoas ganham lhes dá poder de compra e é suficiente consumirem muito, mas muito mesmo. A sensação é que estamos em pleno natal, muito consumo…

Dubai é uma mescla; de um lado prédios futuristas, de outro, hábitos e costumes milenares. É fascinante fazer a travessia do Creek (uma entrada do mar que parece um rio e que cruza o centro de Dubai) em táxi aquático até a parte mais moderna da cidade e ao mesmo tempo vislumbrar prédios arrojados com uma arquitetura futurista.

Para os amantes das compras a cidade possui as melhores grifes mundiais. Com a riqueza do petróleo (previsto para esgotar nos próximos anos), os sheiks estão transformando a cidade no novo point mundial de compras. Para agilizar a economia, o turismo anda a mil, com hotéis modernos, criação da nova Disney e do Estúdio da Universal. Nós ficamos “embasbacados” com eletro-eletrônicos a preço de banana, ouro e jóias idem, muito barato. A frota de carros é toda automática (tanto táxi como particulares) e só tem carrões na rua.

Por falar em turismo, o melhor passeio é o do deserto, este é “canal” em Dubai. Modernos jeeps levam centenas de turistas para fazer off road nas areias escaldantes. Depois de meia hora de andando de jeep andando no asfalto, já se vê o deserto. O passeio é para aqueles que não sofrem de tonturas, seja de qualquer tipo. Simplesmente andar de jeep por cima das dunas, deixa o estômago “embrulhado”. Anda-se em torno de 1hora e meia, por cima das dunas de areia meio “amarronzada”, até chegar em um acampamento árabe típico. Para aqueles que curtem aventura, pode-se montar em um camelo, vestir-se como muçulmano nas tendas e comer sentado em um tapete todo colorido. Não vimos a dança do ventre porque era o mês do Ramadã, tudo é proibido, inclusive dançar e cantar. O passeio finaliza com músicas árabes típicas, uma espécie de violão e voz.

Deu para ter uma noção? Pelo sim, pelo não, valeu ter conhecido os Emirados Árabes Unidos e conclusão é esta: DUBAI vai acontecer nos próximos anos, com certeza todos nós iremos voltar para ver as atrações anuais..O investimento em entretenimento é muito grande, em Dubai tudo pode em termos de construção, mas nada pode, em termos de hábitos e costumes..A lição número 1, respeito muito respeito com tudo e com todos..Dubai não é uma cidade para tomar aquele porre até cair nas ruas, ficar de roupa curta e cabelos esvoaçantes, colocar som alto e “gritar eu posso”..Literalmente a cidade não é para ocidentais…. Apenas para passear alguns dias, passar as férias, pelo menos por enquanto, não. Tanto que os pacotes turísticos que saem de São Paulo, por exemplo, contemplam apenas 5 dias em Dubai. Faz-se os passeios turísticos básicos, vai-se na “Gold House”, em alguns outros shopping enormes, tirar fotos em mesquitas, passear pelo deserto e enfim, o melhor de Dubai ainda é comprar, comprar, comprar, comprar...

Texto por: Vania Moletta
26 de novembro de 2008


Nossas impressões sobre a Austrália

Angelo, Bernardo e Vânia
Fomos para a Austrália recentemente, em setembro de 2008. A real intenção era visitar nosso filho Bernardo, conhecido como Nardão, 21 anos completados em setembro, músico, surfista e gourmet, que está morando em Sydney desde dezembro de 2007. A saudade foi o maior motivador da viagem e, claro, a vontade de conhecer um continente novo… Aliás, para nós, viajar para o exterior requer preparo físico, mental e alguma grana.

Tudo pode ser resumido em uma frase: adoramos a Austrália, primeiríssimo mundo mesmo.
Bom, em primeiro lugar, a Austrália é longe, muito longe daqui, fomos eu e meu marido (Ângelo) via companhia aérea Emirates Árabes, uma empresa aérea super nova no mercado, desconhecida pela maioria dos brasileiros.

Pôr-do-sol em uma praia australiana
A viagem de Porto Alegre (onde moro) até Sydney levou aproximadamente 28 horas com uma conexão em Dubai (Emirados Árabes). Pois é, quando saímos da América do Sul em direção ao continente asiático a sensação é a de que estamos avançando o tempo, e que está sempre anoitecendo. Aliás, muito estranha esta viagem, pois dentro da aeronave amanhecia e anoitecia em questão de poucas horas. Uma verdadeira loucura em termos de mudança física e mental, em função do fuso horário.

Bom, finalmente chegamos na Austrália. A imigração foi tranqüila porque temos a cidadania européia (italiana), mas para quem é brasileiro passa por uma fila enorme para preencher alguns formulários e perguntam tudo, desde o que fez nas últimas 24 horas, enfim, ufa, passamos.

Encontramos Nardão super bem, barbudo, recém chegado da Indonésia, super bronzeado. Ao pisar no lado de fora do aeroporto, a primeira lição, tem-se que locar um carro. Sydney é muito grande, uma verdadeira metrópole, andar de metrô, ou mesmo de ônibus, além de ser caro, também é demorado. Então tivemos que locar um carro por todo o período que estaríamos por lá. Um Toyota Corolla 1.8 automático. Para locar o carro é necessário ter 21 completos, então a locação teve que ser feita em nome do Angelo porque faltavam poucos dias para o Bernardo completar. Ele poderia dirigir, mas não poderia locar no nome dele. O Angelo dirigiu um pouco, mas não muito. Depois a direção ficou com o Bernardo. A gasolina é barata. Outro ponto em destaque é a direção dos automóveis que é na direita, sistema inglês. Então para os brasileiros fica difícil dirigir se for contabilizar, ainda, andar pela direção contrária, rodando pela pista da esquerda.

Já na saída outra despesa, sem navegador de bordo (GPS) nem pensar em andar por Sydney, a cidade é gigantesca, são vários túneis e estradas, até mesmo o navegador errava, engraçado isto… Dirigi um pouco mas não muito. Depois deixei a direção para nosso filho, que, aliás, está dirigindo muito bem, mesmo com a direção pelo lado contrário. A gasolina é barata.

Na primeira hospedagem ficamos em Manly, uma praia ótima, uma das mais famosas de Sydney. Hospedamos em um hostel. Para quem não sabe hostel é a denominação de um hotel voltado para estudantes, jovens, mas tem muita gente de outras idades que curtem este tipo de hospedagem. Porque une um preço camarada com gente jovem e liberdade para circular nas dependências do hotel, utilizando a cozinha comunitária e outras áreas de lazer. Sem contar que você convive com inúmeras pessoas do mundo inteiro.

Topless na praia... rsrsrs... O contato com a natureza é direto!
A segunda hospedagem foi em outra praia belíssima, Colaroy, com o mesmo sistema de hostel. Hospedamos em duas praias, mas deu para conhecer muitas, pela liberdade de locomoção em função do aluguel do carro. Conheci uma outra cidade, além da grande Sydney, chamada Newcastle. Era final de inverno e início de primavera, que nem aqui. Deu para ver alguns top less nas praias.

Durante o mês de setembro que ficamos na Austrália, mais precisamente em Sydney, deu para perceber os seguintes pontos interessantes:
  • O povo australiano, principalmente os moradores de Sydney, são extremamente simpáticos, uma mistura de irlandês com alemão. Até porque a Austrália foi colonizada por ingleses. Não sentimos em momento algum, a tal “xenofobia” por estrangeiros, situação esta que ocorre com muita freqüência em alguns países europeus.
  • Não é fácil entender o inglês falado na Austrália, parece pior que o falado na Irlanda. Enfim, mesmo para aqueles que falam fluentemente a língua inglesa, tem que levar um tempo para entender o povo australiano.
  • O inglês do nosso filho está excelente, consegue se comunicar muito bem, ficamos orgulhosos. Visitamos algumas escolas de inglês (para trazer informações referentes ao negócio de nosso outro filho, que é uma agência de intercâmbio estudantil) e ele foi nosso intérprete, quando necessário. Visitamos, também, a Universidade que ele pretende estudar no ano que vem.
  • Ele já trabalhou em uma madeireira, juntou dinheiro e foi para a Indonésia. Atualmente ele está trabalhando na área rural, pois tem que cumprir um prazo lá, por exigência do visto australiano. Ele voltará para cá no final de 2008, retornando para lá em 2009, para fins de estudo.
  • Brasileiros por lá têm muitos, mas muitos. A maioria está trabalhando em serviços mais comuns como na construção civil, restaurantes, jardins, baby sister, faxina, enfim são trabalhos muito valorizados na Austrália. Aprendemos, também, que as profissões em alta lá estão justamente na área de serviços como lavanderias, mecânicas, bares e restaurantes, cabeleireiras, massagistas, pedreiros, eletricistas e encanadores. Tem até cursos profissionalizantes para isto e quem se destaca nestas profissões consideradas comuns aqui no Brasil pode, com o tempo, até obter a cidadania australiana.
  • O verde predomina na Austrália, aliás, a floresta de eucaliptos é uma constante nas estradas. A vegetação é estranha, tipo um arbusto muito conhecido aqui no Sul como o “maricá” mais eucalipto, enfim, muito verde. Os pássaros são abundantes, principalmente na vegetação próxima às praias. São pássaros escuros, sem muita penugem colorida e alguns soltam uns grunhidos estranhos.
  • O oceano pacífico é de um azul escuro, muito brilhante, que mescla com um tom mais claro. O contraste interessante é justamente o azul com o branco das areias das praias. As praias são belíssimas e limpas e deu para entender que Sydney é uma mistura das praias de Santa Catarina, com a beleza e o astral do Rio de Janeiro, contrastando com o centro que tem muito de Manhattan – Nova York. Só que bem melhor porque na Austrália deu para perceber que o fator segurança é super valorizado. Não tem assaltos e nem roubos. As casas e os edifícios não têm muros, apenas pequenas divisórias de terreno de ½ m ou 1 m de altura. E também não tem grades. Nesse sentido é o Brasil de 40 anos atrás. As casas de praia aqui no Sul não tinham grades nem cercas. A maioria das casas e dos edifícios foi construída sem garagem. Durante o dia os estacionamentos são nas ruas, todas com parquímetro. E à noite a rua é liberada para estacionamento free. Os carros (BMW, Audi, etc.) ficam na rua e ninguém mexe. Tudo é organizado, a lei é aplicada e quem não se enquadra se dá muito mal.
  • A parte central de Sydney eles chamam de City (que é o equivalente ao Down Town dos americanos), onde ficam os edifícios altos e bonitos, e o centro econômico, além da ponte famosa (Harbour) e a Ópera House. Mas a Grande Sydney é composta de mais de 20 praias, distanciadas a 1/2 hora de barco ou de carro, sendo que algumas ficam a mais de uma hora de distância do Centro.
  • Eu não conhecia barreira de corais. Acabei vendo por lá mesmo, tem algumas praias que possuem a tal barreira de corais, vimos somente do alto, mas deu para perceber que é lindo demais… Vi somente as pedras. Deve ser uma loucura mergulhar nas águas do oceano pacífico.
  • O esporte preferido dos australianos, adivinha? Isto mesmo, o surf. Não tem vez para os outros, a sensação é que todos surfam dos oito aos oitenta. Mas vi também campos de golfe, parapente e outros esportes.
  • Visitamos o Australian Reptil Park. Tinha aligators enormes, cangurus, coalas, serpentes, morcegos e um monte de outros bichos. Uma passeio que vale muito, mas muito a pena.
  • Outro passeio ótimo é a subida na Torre que fica na City, em Sydney, com vista panorâmica de toda a cidade, 360 graus.
  • A comida não é barata não. Para quem curte fazer alguns pratos vai se dar bem na Austrália. A maioria do pessoal que reside em Sydney acaba fazendo um lanche na hora do almoço e o jantar é feito em casa. Mas o número de restaurantes não é grande, vimos muitas cadeias de fast food. O supermercado é variado, nossa! Tem até carne de canguru para vender. Mas a maioria do pessoal que reside lá come a carne de carneiro, que também é saborosa. O tal sanduíche barbecue é o canal, uma espécie de pão sírio recheado de salada e carne.
  • Festas, engraçado, a Austrália é uma grande festa. A sensação é que você está em férias, mas o teu vizinho também e a cidade inteira… A alegria é contagiante. Logo, se você está em férias, as baladas acontecem. Bom, estivemos em algumas festas, nada de anormal, aliás, muito parecidas com as brasileiras. Somente com um diferencial, algumas mulheres australianas se fantasiam para ir para às danceterias. A noite australiana também é povoada de barbies, bruxas, fadinhas, madonnas, enfim, o jardim zoológico sem grades.
  • E a economia, é caro viver na Austrália? Digo, com a maior certeza, não é não. Basta trabalhar e ganhar em dólares australianos. Todas as pessoas têm empregos, vivem bem em suas casas e andam com automóveis novos. Aliás, não tem carros velhos andando nas ruas, pois a polícia recolhe o veículo.

A pergunta final: vale a pena visitar a Austrália? E a resposta é esta: SIM. Muito, mas muito, afinal a Austrália é um paraíso. Para aqueles que curtem mar, sol e povo educado, a Austrália é um centro de excelência para o mundo todo porque respeita o ser humano e o desenvolvimento sustentável que passa pelo ambiental, social e econômico.

Texto por: Vânia e Ângelo Moletta
25 de novembro de 2008